Oi Bonitas tudo bem? Espero que estejam bem e se cuidando. 10 de setembro é o dia da Luta contra a Gordofobia e eu quero compartilhar com vocês alguns dados e mensagens importantes nessa luta contra o preconceito.
Você sabe o que é Gordofobia?
“Gordofobia é a aversão à gordura e as pessoas que estão acima do peso, fazendo com que se sintam inferiores aos outros. “Preconceito, tratar mal, desmerecer ou fazer a pessoa acima do peso se sentir inferiorizada são características que indicam a gordofobia”, analisa a nutróloga Ana Luisa Vilela.” ( Emais- Estadão).
O termo GORDOFOBIA surgiu por volta do ano de 2009 por conta de uma personagem chamada Perséfone, interpretada pela maravilhosa Fabiana Karla na novela “Amor a Vida”. Nessa trama, a família do futuro marido da personagem, não aceitava um casamento entre eles apenas por ela ser gorda.
Mas, a ficção virou realidade e hoje o que vemos na nossa sociedade são muitas “Perséfones” espalhadas que sofrem com o preconceito apenas por serem gordas.

Os índices atuais são alarmantes, e preocupantes!
Atualmente, conforme o IBOPE, 92% dos brasileiros obesos admitiram sofrer com gordofobia no convívio social.
De acordo com uma reportagem da Revista Exame, o mercado de trabalho paga mais para quem é magro.
Conforme uma empresa de recrutamento, 65% das empresas preferem não contratar pessoas gordas/obesas.
No mercado de trabalho a gordofobia pode ser interpretada como assédio moral e seguindo assim os trâmites já estabelecidos.Em alguns casos pode-se entender como injúria, crime previsto no Código Penal, mas sabemos que até para provar que sofreu gordofobia não é fácil porque a sociedade tentar a todo momento invalidar o seu sofrimento e a sua dificuldade.
A mídia, por sua vez, faz o papel de reforçar a magreza à vida saudável, colocando modelos, blogueiras magras nas capas de revistas, como exemplos a serem seguidos, e reafirmando assim um sinônimo de perfeição a ser seguido e idolatrado.

Mas, em contrapartida, as redes sociais podem ser grandes ferramentas para mulheres gordas mostrarem o seu empoderamento, que o corpo delas é apenas um corpo e não tem nada a ver com ser incapaz, por exemplo, de ocupar o mesmo lugar social de uma mulher magra. É uma luta grande, diária, que envolve a mudança de mentalidade de uma sociedade acostumada e treinada para ler que exclusivamente o magro é saudável e o gordo não é.

No Brasil, 1 em cada 5 pessoas está com sobrepeso ou obesidade conforme os dados do Ministério da Saúde e estima-se que em 2025 aproximadamente 700 milhões de brasileiros estarão obesos. Estudos apontam também que as consequências da gordofobia ou bullying em crianças é ainda mais preocupante psicologicamente, pois o sofrimento emocional pode levar ao prejuízo em outras áreas da vida.

É muito natural, (mas não deveria ser) vermos pessoas gordofóbicas tendo atitudes que reforçam o preconceito, e causando situações constrangedoras às pessoas gordas. E isso aumenta muito no ambiente familiar.
Atualmente o gordo nem sempre tem acessibilidade, muitas vezes ele deixa de fazer algo que gosta por medo de, por exemplo, não ter uma cadeira firme que vá aguentar o peso de seu corpo, ou até mesmo quando vai ao hospital e não há o manguito adequado para aferir a pressão. Com isso ele começa a deixar de socializar, evita médicos que possivelmente o ajudariam de alguma forma.
A gordofobia é um preconceito que estrutura todo um conjunto de ações que excluem, segregam e inviabilizam o corpo gordo. Trata-se de um problema estrutural que precisa ser combatido com políticas públicas, conscientização social e busca por ações efetivas que quebrem o ciclo de violência com os corpos gordos.

Lido diariamente com a Gordofobia na área que atuo, falando de moda na internet a 11 anos ainda sofro muito preconceito pelo tamanho da minha barriga. Criou-se um padrão até mesmo dentro desse nicho que deveria acolher pessoas gordas. Infelizmente ainda é uma luta grande onde precisamos trabalhar o amor próprio dessas mulheres todos os dias.
- 50,1% dos brasileiros precisam lidar com colegas de trabalho que fazem piadas com o próprio corpo ou com foco em outras pessoas gordas;
- 41% apontam cabines de banheiro estreitas nos escritórios e ambientes de trabalho;
- 8% relatam que as empresas preferem que a pessoa gorda não tenha contato direto com cliente e fique no backstage;
- 70,1% relatam atendimento médico negligente;
- 25,7% relatam falta de macas, braçadeiras e equipamentos médicos que comportem o seu corpo em hospitais e centros de saúde;
- 63% tiveram queixas de saúde ignoradas;
- 86,4% receberam recomendação para perda de peso sem análise prévia de exames;
- 42,5% enfrentam catracas que impedem acesso livre aos locais e transporte público;
- 86,1% têm dificuldade de encontrar vestuário;
- 32,7% possuem parceiros amorosos que insistem no emagrecimento;
- 70% têm familiares e amigos que fazem piadas com seu corpo;
- 63,8% enfrentam habilidades questionadas por serem gordas.
O problema de uma sociedade gordofóbica não está no gordo, mas sim na própria sociedade, precisamos conscientizar as pessoas que RESPEITO é a principal arma para combater esse preconceito!
Espero que tenham gostado da matéria e que juntas a gente possa ajudar nessa luta. Um Beijão.






